Quando olhar demais para a concorrência faz você perder o controle do próprio negócio
A concorrência sempre vai existir. Novas óticas surgem, outras se reposicionam, algumas fazem promoções agressivas que acabam com a margem de lucro, outras apostam em volume. Isso faz parte de qualquer mercado. O problema começa quando o lojista passa a olhar mais para fora do que para dentro do próprio negócio.
Quando o pensamento começa a girar em torno do outro
Muitos empresários ópticos acordam pensando no que o concorrente está fazendo.
Observam preços, copiam campanhas, tentam reproduzir estratégias sem entender o contexto por trás delas. Com o tempo, esse comportamento gera um efeito silencioso, porém perigoso: a perda de identidade.
Quando o foco está excessivamente na concorrência, o negócio deixa de ser guiado por estratégia e passa a ser guiado por comparação. E comparação constante leva a decisões reativas, apressadas e, muitas vezes, desalinhadas com a realidade da própria ótica.
É nesse cenário que surgem perguntas como:
• “Por que ele está vendendo mais do que eu?”
• “Será que eu preciso baixar meus preços?”
• “Talvez eu precise fazer a mesma promoção…”
Decisões copiadas não constroem posicionamento
O problema é que essas decisões, quando tomadas apenas com base no que o outro faz, raramente constroem algo sólido.
Pelo contrário: elas enfraquecem o posicionamento e confundem o cliente. Cada ótica tem uma história, um público, uma estrutura e uma proposta de valor diferente.
O que funciona para um negócio pode ser totalmente inviável para outro. Copiar estratégias sem considerar esses fatores é abrir mão da própria identidade em troca de resultados incertos.
Além disso, quando a ótica entra em uma guerra de preços, quase sempre perde. Preço baixo não constrói marca, não gera fidelização e não sustenta crescimento a longo prazo. O cliente que escolhe apenas pelo preço vai embora na primeira oferta melhor.
Diferencial não é imitação, é coerência
O verdadeiro diferencial não está em fazer igual, mas em fazer sentido para o seu público. Isso exige clareza de posicionamento, conhecimento do cliente e segurança nas próprias decisões.
Em vez de gastar energia observando cada movimento da concorrência, o lojista deveria se perguntar:
• Quem é o meu cliente ideal?
• O que ele valoriza além do preço?
• Qual experiência só a minha ótica entrega?
• Qual problema eu resolvo melhor do que os outros?
Quando essas respostas estão claras, a concorrência deixa de ser ameaça e passa a ser apenas referência de mercado, não um guia de decisões.
Crescimento saudável vem de dentro para fora
Olhar para o mercado é importante. Mas viver comparando enfraquece. O crescimento saudável acontece quando o foco está em aprimorar processos, fortalecer a marca, qualificar o atendimento e construir relacionamento com o cliente.
Quem sabe quem é, não precisa se moldar ao que o outro faz. Mantém o foco, sustenta o posicionamento e cresce com consistência.
No fim das contas, a pergunta mais importante não é o que a concorrência está fazendo.
É o que você está construindo com o seu negócio.


